Raios e Trovões! A exposição do Castelo Rá-Ti-Bum chegou ao Rio de Janeiro

Exposição que comemora os 20 anos do programa Castelo Rá-Ti-Bum está em cartaz no CCBB do Rio de Janeiro

Por Geovani Noleto e Luciane Ballock

Após recorde de público no Museu da Imagem e do Som de São Paulo, finalmente a mostra “Castelo Rá-Ti-Bum” chegou ao CCBB do Rio de Janeiro, Atendendo aos desejos de muitos cariocas, que criaram até uma página no facebook pedindo a vinda da exposição. A edição de São Paulo foi eleita a melhor exposição de 2014 pelos leitores do site de noticias G1.

A montagem da mostra no Rio foi surpreendentemente rápida, menos de um mês. E a exposição teve a sua estreia no dia das crianças, 12 de outubro. Quem achou que o Castelo Rá-Ti-Bum não fazia mais parte da cultura dos nossos jovens está muito enganado. Apesar da invasão da internet e milhões de séries de canais a cabo, as crianças pareciam muito antenadas nos personagens e cenários do programa. A fila dava voltas no quarteirão do CCBB nesse dia. E foi assim desde a hora que a exposição abriu, às 9h, até a hora que fechou, às 21h. Com capacidade para receber 500 pessoas simultaneamente, o CCBB já recebeu 25 mil pessoas nos primeiros 4 dias, de acordo com a assessoria, um recorde de público até agora.

A ideia surgiu do MIS com o apoio da TV Cultura/Fundação Padre Anchieta para comemorar os 20 anos do programa, mantendo o conceito do museu, como explica um dos curadores, Renan Daniel. “A gente já tinha feito exposições de muito sucesso em São Paulo seguindo o conceito do museu de exposição imersiva, sensorial. E ai resolvemos fazer alguma coisa com esse mesmo conceito, que é muito bem desenvolvido pelo museu de São Paulo, só que com um tema brasileiro. Então descobrimos que no ano passado o Castelo Rá-Ti-Bum fazia 20 anos da primeira exibição e resolvemos fazer a exposição pra homenagear o programa.” Explicou Renan.

Cada compartimento do Castelo nos faz lembrar da musica de abertura do programa que marcou a infância de muitos brasileiros. Um mix de imagens, sons e efeitos.

Além disso, a exposição deixa perplexos os adultos que viram a série na década de 1990. Uma verdadeira viagem no tempo. Mais que os olhares vidrados de crianças, víamos também os olhares emocionados de adultos que pareciam estar lendo e vendo as suas histórias em cada peça, cenário ou entrevistas apresentados na exposição. A maior parte do acervo é composto de peças originais doadas pela TV Cultura, exatamente as que eram usadas no programa como figurinos, elementos de cena e bonecos. Alguns foram restaurados e, outros, por não resistirem ao tempo, foram substitutos por réplicas.

Em São Paulo, o Castelo deu entrada para um novo público no museu, como contou Renan. “Esse tema abriu o museu para um público muito novo. Um público que não conhecia museu, que não conhecia o MIS e passou a ir por conta do castelo Rá-Ti-Bum. Acho que esse é um ganho que nada vai superar pra gente.”

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Fotos: Letícia Godoy

No CCBB a senha do dia era alegria! “Klift kloft Still, a porta se abriu!” A história do Castelo Rá-Ti-Bum é contada nos mínimos detalhes na exposição. Planejamentos, roteiros, mapas do estúdio, cenários, tudo para fazer os visitantes se sentirem cada vez mais envolvidos e dentro do castelo. Um Nino digital que fazia qualquer criança ultrapassar a barreira do “não toque”. Fazer o quê se até adultos quebraram essa regra em alguns momentos? E quando achávamos que o vigilante estava ali com aquele olhar fuzilante nos recriminando por fazer aquilo, ele falava: “Relaxa! vocês não são os primeiros a fazer isso. Os adultos estão se divertindo mais que criança aqui”.

O personagem Nino dá boas vindas aos visitantes no começo da exposição. Foto: Letícia Godoy

Os episódios inéditos do programa foram ao ar de 1994 a 1997. Com a criação do diretor Cao Hamburger e do dramaturgo Flávio de Souza, e roteiros de Dionisio Jacob, Claudia Dalla e Ana Muykaert, o Castelo foi considerado um sucesso para TV Cultura. A média de audiência chegou a 12 pontos, índice jamais alcançado por um programa da emissora. Sobre o sucesso da exposição, Renan Daniel explica: “É um programa muito inteligente, talvez o programa mais inteligente já feito para crianças. Ele passou muito tempo na TV, então alcançou muitas gerações, e não podemos deixar de levar em consideração o trabalho que o museu fez de reconstruir todos os cenários do programa. Então, acho que esses três fatores o fizeram ser tão popular e ter feito tanto sucesso.”

A exposição ficará em cartaz por três meses, de quarta a segunda, e a entrada no CCBB é franca. Uma boa alternativa para a criançada e para os adultos que querem voltar a ser criança.

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