Setores da UFF aderem a paralisação das atividades na segunda semana de Abril

Os sindicatos representantes de servidores técnico-administrativos, Sintuff,  e de docentes da UFF, ADUFF, decidiram em assembleia a adesão à paralisação. A ADUFF se reuniu dia 26 de março, e decidiu paralisar as atividades nos dias 7 e 8 de abril. Já o Sintuff decidiu em assembleia do dia 31 de março também aderir à interrupção das atividades , mas seguindo a recomendação dos servidos públicos federais de uma paralisação nacional unificada com as demais categorias para os dias 7, 8 e 9.

A UFF é a universidade que mais cresceu em número de estudantes ao longo dos anos. Na pós-graduação o aumento foi de 326% e de graduação 109%, mas esse crescimento não foi acompanhado pela expansão do número de docentes, que foi de apenas 32%, de acordo com dados divulgados pela Aduff.  Além disso, as universidades tiveram os repasses reduzidos no inicio do ano para o equivalente a 1/18 do orçamento anual. Em março, após negociação com o governo, esse valor foi elevado para 1/12, que corresponde ao valor cheio do mês.

 

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Apesar do lema “Pátria Educadora” do segundo mandato da presidente Dilma indicar uma priorização na área da Educação, essa é a realidade que vivem as universidades públicas federais. O recente corte de R$ 7 bilhões nessa pasta do governo, que representa, na prática, uma retração de 30% do orçamento das universidades, deteriora cada vez mais a situação das universidades no âmbito nacional, que lidam com um infra-estrutura deficiente, fechamento do bandejão, atrasos nos salários de funcionários, obras eternamente inacabadas nos campi e cortes de bolsas para assistência estudantil.

Essa é a segunda vez em menos de um mês que a universidade terá as atividades interrompidas como reflexo do contingenciamento do governo federal. Na primeira semana de aula, os funcionários terceirizados das empresas Croll e VPAR fizeram um piquete em frente ao campus do Gragoatá reivindicando o pagamento de salários atrasados, do 13º e do vale-refeição. A universidade se manifestou, em nota, se isentando de responsabilidade, alegando que o repasse cabe ao governo federal.

A ADUFF deliberou, em reunião no dia 31 de março, uma série de atividades para os dias de paralisação, tais como a montagens de tendas no Gragoatá e Praia Vermelha, para a distribuição de materiais do sindicato (jornais, panfletos) explicando a paralisação, além de uma aula pública nesses espaços. Para o dia 8 está previsto um ato na reitoria para pressionar o reitor. Nesse ato a entidade fará uma campanha de doação de papel higiênico, ironizando a precarização dos campi. A ideia é doar o material recebido para alguma instituição.

 

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