Ainda um bebê, vem aí a 3ª edição do Lollapalooza Brasil

Por Camilla Pacheco e Fabio Peixoto

(Foto: Divulgação)

Lollapalloza 2013, ainda no Jockey Club SP (Foto: Divulgação)

Chegando em sua terceira edição brasileira, o Lollapalooza é um bebê de peso entre os festivais de música no país. Neste fim de semana, nos dias 5 e 6 de abril, o Autódromo de Interlagos vai reunir as tribos alternativas de todos os cantos do Brasil. Voltado para esse público, o evento tem a proposta de trazer artistas e bandas consagradas dentro e fora do eixo comercial, arte, mesas de debate e, pela primeira vez por aqui, gastronomia.

Criado em 1991 por Perry Farrel, vocalista do Jane’s Addiction, o Lolla começou no intuito de ser itinerante, e aconteceu em forma de turnê em cidades dos Estados Unidos e Canadá. Após sete anos em hiato, ganhou versão anual na cidade de Chicago e, com cinco anos de endereço fixo, internacionalizou-se e ganhou edições no Chile, Argentina e Brasil.

Nossa turnê anual pela América do Sul se transformou numa das épocas mais aguardadas por mim, minha família e pelos músicos. Tem sido uma experiência deliciosa trazer novas bandas para esse projeto a cada ano e espero que seja uma jornada épica para o público e músicos assim como é para mim. – Perry Farrel

(Foto: Divulgação)

Perry Farell em coletiva de imprensa no Brasil, 2014 (Foto: Divulgação)

Por aqui, sempre na cidade de São Paulo, já recebeu atrações como Foo Fighters, Arctic Monkeys, Queens of the Stone Age, Pearl Jam e, é claro, o Jane’s Addiction. Esse ano, as atrações são variadas: os headliners são Nine Inch Nails, Muse e Arcade Fire, as clássicas Pixies, New Order e Soundgarden e novidades badaladas como Jake Bugg e Lorde. Beirando o dobro de ingressos disponibilizados nos anos anteriores, cerca de 100 mil para cada dia, o festival receberá ao total 40 artistas e bandas em quase 24 horas de música.

Dois destes ingressos são do funcionário público Ricardo Wermelinger. Ele, que já passou dos trinta, está indo para o seu primeiro Lolla com a esposa e alguns amigos do trabalho na sexta, com intenção de conhecer um pouco da capital paulista. A expectativa é pelo show da banda Pixies, na qual acreditava não ter mais a oportunidade de assistir (a banda havia encerrado atividade depois do boom alternativo dos anos 1990). Ricardo e os amigos voltarão para o Rio logo após o término do Lola e irão direto para o trabalho. “É cansativo, mas é o único jeito. Prefiro passar a segunda-feira totalmente cansado, a não poder ir aos shows de domingo”, comenta.

Para Lara Mendonça, estudante de Comunicação Visual, a ansiedade maior é para assistir as novidades, como o Disclosure e Lorde. Aos 22 anos e recém chegada de um ano em intercâmbio na Inglaterra, ela já viu a maior parte das atrações vai apresentar neste fim de semana. “Espero que os shows sejam bons e que o lugar seja legal de andar”, comenta, lembrando dos sapatos imundos de terra no primeiro Lollapalooza que foi, em 2012. Esta é a segunda vez que Lara participa do festival. Na primeira edição enfrentou também outros problemas relatados por muitas pessoas: “tinha muita fila para comer e ir ao banheiro, tudo caro e o celular sem sinal desde cedo”, conta.

Foram necessários dois anos de reclamações sobre as mesmas questões para que o bebê Lolla começar a se preparar para largar as fraldas. Agora sob direção da Time for Fun, os serviços dentro do festival foram reformulados. Serão montados o dobro de banheiros e pontos de alimentação, com além das comuns franquias de grandes marcas, a novidade do Stage Chef: uma parceria com o projeto Chefs na Rua que vai levar mais de 30 pequenos stands para o evento, com cardápios que variam de R$15 a R$50 reais. “Por um lado, vai ser bem melhor que a comida das outras edições, mas o preço não ajuda muito”, afirma Lara, não muito otimista com a solução criada.

Além da novidade gastronômica, os organizadores vão manter o Kidzapalooza. Como sugere o nome, é um espaço exclusivo para crianças dentro do festival, que na edição de 2013 fez bastante sucesso. A proposta é inteirá-las ainda mais cedo na música com shows especiais e atividades diversas, como oficinas de instrumentos musicais com artistas famosos.

(Foto: Divulgação)

A criançada se diverte no Kidzapalooza (Foto: Divulgação)

Ainda há ingressos à venda para o Lollapalloza 2014. O passe para os dois dias de festival custa R$540 (R$270, a meia) e para um dia R$ 290,00 (R$145, a meia). Também há a opção de uma área vip por R$ 690,00 para os dois dias. Esperemos agora que o bebê Lolla, que agora engatinha, comece a caminhar a passos largos em direção ao amadurecimento.

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