Deus e Vingador

Segunda aventura solo do deus do trovão,  Thor: o mundo sombrio encontra o tom entre humor e aventura

Por Lucas Bastos

Thor: o mundo sombrio, novo longa-metragem da Marvel Studios, chegou aos cinemas brasileiros no dia 1º de novembro desse ano e às telonas estadunidenses uma semana depois, dia 8. A espera dos fãs foi recompensada com um filme dinâmico, divertido e que agrada aos olhos.

Quem acompanhou o primeiro filme do super-heroi pode ter tido uma decepção. Thor estreou nos cinemas com muitas expectativas e não as cumpriu: enredo rápido, atuações pouco convincentes e a sensação de que o personagem poderia render mais. Quando o Deus do Trovão voltou às telonas em “Os Vingadores”, sucesso de bilheteria mundial, o personagem cumpriu bem o seu papel, apesar do maior destaque ter ficado por conta das atuações de Loki, meio-irmão de Thor e seu arquirrival, interpretado por Tom Hiddleston.

Às vésperas de sua terceira aparição em filmes, a dúvida era: será que veríamos o mesmo Thor do primeiro filme, mais preocupado com suas questões familiares ou o vingador que vimos em ação lutando contra forças alienígenas em prol dos humanos? A resposta foi um meio termo. Durante quase 2 horas de filme, Thor viaja por quase todos os 9 reinos da mitologia nórdica, lutando contra diferentes raças para proteger tanto Asgard quanto a Terra. Por mais que dessa vez o herói tenha que enfrentar ameaças tão místicas quanto ele próprio, seu lado vingador aflora em diversos momentos do filme, seja em comentários de outros personagens sobre o conflito final de “Os Vingadores” ou até mesmo em uma hilária cena com direito a participação do Capitão América.

thor

A terceira aparição do deus nórdico nos cinemas

Em Thor: o mundo sombrio, os fãs são presenteados com lutas mais violentas do que as que figuram no primeiro filme. Os efeitos especiais revelam uma Asgard mais épica do que nunca, onde o espectador tem a noção exata de que a cidade é o lar de deuses. Uma pena que o roteiro não seja agraciado com tamanho refinamento. A história do conflito entre os Asgardianos e os Elfos Negros, raça vilã do filme, não é bem explicada, muito menos o que é o tal poder que desejam alcançar. Felizmente as grandes atuações dos personagens principais preenchem as lacunas do roteiro, e aqui cabe um destaque ao vilão Loki.

É fato que para muitos o destaque de Vingadores foi o único vilão, Loki. O ator fez com que a personagem roubasse a cena com humor irônico, cenas dignas de comédia pastelão e simpatia, que o tornaram mais famoso e querido que o seu próprio irmão, Thor (feito que seu personagem adoraria ter alcançado). Em seu retorno às telonas, Tom Hiddleston tinha o desafio de fazer-se notado mesmo não sendo um dos personagens principais da trama. Seguindo a mesma fórmula que o consagrou em “Os Vingadores”, ele supera as expectativas e torna-se um coadjuvante de luxo. Seus diálogos com o irmão são leves e rápidos, a rivalidade entre os dois faz com que o espectador não queira que os dois se separem, e as reviravoltas no enredo desencadeadas pelo personagem enriquecem o limitado roteiro.

Em resumo, Thor: o mundo sombrio se assemelha muito com uma historia em quadrinhos do personagem, mas se beneficia das ótimas atuações de Tom Hiddleston como o fan favorite Loki e Chris Hemsworth como um Thor convincente tanto como deus quanto vingador.

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